Não importa a cor da pele, se o cabelo é crespo, ondulado ou liso; se é pobre ou rico. O que importa mesmo é o conteúdo. Temos que aceitar as pessoas como elas são, como nasceram e como vivem. Disse São Paulo em uma de sua epistolas: “o importante para Deus, é o que está no âmago do coração das pessoas…” Somos especiais por que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por isso, a aparência física não tem a mínima importância.
Sendo nós pessoas equilibradas, as cores que existiriam em nosso interior dariam para pintar o céu, colorir o sol, maquilar a lua e todas as estrelas porque elas são formadas pelos nossos valores e princípios morais, que estão alicerçados no conceito de dignidade, o que retrata a essência do ser humano.
É muito difícil desligar-nos de emoções, desejos e paixões. É muito mais difícil ainda, aceitar os nossos erros e defeitos, mas é necessário ser solidários com o próximo, respeitar os seus direitos, seja qual for sua raça, credo ou seu prestígio, procurando um melhor relacionamento com o mundo físico e social.
É muito complicado voltarmos para o nosso interior – principalmente para as pessoas que se sentem o centro do universo ou que se acham o sol, com o mundo girando em torno delas – constatar e aceitar tudo aquilo que não aceitamos ser, admitir que não somos o sol, nem o centro do universo e que o mundo não gira em torno de nós, chegando à conclusão de que somos, no plano atual, meros participantes do jogo da vida, em iguais condições diante do Criador.
Infelizmente temos que ouvir um candidato a Presidente da República Federativa do Brasil, de qualidades ínfima, um “ogro”, dizer que o negro é malandro e o índio indolente. Com certeza o cérebro deste elemento infinitesimal, se encontra na sola dos pés
Alberto Peixoto – Escritor