A Revolução Industrial teve início no século XVIII por volta de 1780 e, segundo alguns historiadores, se estendeu até o ano de 1840 – século XIX. Pode ser considerada como um divisor de águas na história da humanidade em todos os segmentos da vida cotidiana. Na Inglaterra neste período, os direitos trabalhistas eram pouco respeitados e a mão de obra infantil era usada de forma assustadora.
Segundo Alvin Ward Gouldner (1920-1980) professor de Sociologia da Washington University: “o trabalho infantil foi uma das características mais marcantes da Revolução Industrial. As crianças eram utilizadas nas fábricas e nas minas de carvão, sendo que muitas morriam devido ao excesso de trabalho, da insalubridade do ambiente e da desnutrição. Eram ajudantes de cozinheiro, operadoras de portinholas de ventilação, ou nas fábricas”.
Em pleno século XXI o presidente interino Michel Temer discute à portas fechadas, em uma reunião com Robson Andrade -presidente da Confederação Nacional da Indústria,- o “extermínio” de direitos trabalhistas legalmente adquiridos ao longo da história. Nesta reunião foi cogitada uma jornada de trabalho de 80 horas semanais (12 horas por dia). Esta proposta esdrúxula retrocede o Brasil aos tempos pré-revolução industrial.
Conforme relata o jornalista Paulo Nogueira, editor do DCM – Diário do Centro do Mundo – “O mal que aflige o país chama-se temerite. É a melancolia derivada da figura depressiva de Michel Temer. Num momento em que o país necessita dramaticamente de alguém que empolgue e devolva o otimismo e a autoestima à sociedade, Temer é o exato oposto disso”.
Estamos vivendo o século XXI. O século dos grandes avanços tecnológicos; do advento da Internet e da telefonia celular, superando as barreiras das comunicações e facilitando a vida das pessoas. Ainda temos os grandes avanços industriais e/ou comerciais; o surgimento da banda larga substituindo as velhas fitas VHS; a substituição dos disquetes pelo CD-ROM e pendrives; a conclusão do Projeto Genoma; a descoberta do planeta ÉRIS que é maior do que Plutão; e a nave Voyager I, que ultrapassou os limites do nosso sistema solar e continua mandando sinais para a terra.
Portanto, não podemos retroceder no tempo. Não podemos aceitar atitudes arcaicas e confusas de alguém que parece querer reinventar a roda. Tudo isso nos leva a crer que algo está errado. Mas nada disso vem ao caso. O que importa é o poder pelo poder, mesmo sendo exercido por uma equipe de qualidade ínfima capitaneada por um incompetente velho decrépito e irresponsável. Mas para esta situação mudar, só depende de nós, brasileiros. imbuídos na construção de um Brasil melhor onde não tenham espaços para estes golpistas de terceira categoria. Não podemos nem devemos aceitar estas atitudes ordinárias.